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MADSEA CATIVA MELHOR DO MUNDO DE BODYBOARD

A empresa MadSea volta a promover o destino Madeira e o ‘bodyboard’ com a vinda, em Setembro, de Amaury Lavernhe, bicampeão do mundo em ‘bodyboard’, com o evento a contar para a progressão na carreira dos professores de Educação Física e treinadores. Isto, depois de no ano passado o francês ter ‘aterrado’ na Região a convite desta empresa, onde realizou um workshop e um vídeo promocional deste desporto aquático, num evento que contou com o apoio do Turismo da Madeira, da Associação de Municípios da Região Autónoma da Madeira e alguns privados.

Fundada em 2015, esta empresa ligada ao ‘bodyboard’ tem cativado grande parte dos turistas que nos visitam e, agora, o melhor do mundo.

A MadSea surgiu da junção de Madeira e Mar e de um sonho de Mónica Viveiros, desde criança apaixonada por desporto. A empresária praticou voleibol durante dez anos, patinagem artística, ‘ballet’, basquetebol e viu no ‘bodyboard’ “o desporto da reforma”.

Dos papéis à prancha de ‘bodyboard’

Mas nem sempre foi assim. Apesar da sua ‘veia’ desportista, Mónica trabalhou durante dez anos num escritório de advocacia. Em 2012 foi dispensada e esteve desempregada três anos. Tempo suficiente para trocar os papéis pela prancha de ‘bodyboard’.

Aproveitou o tempo livre e dedicou-se aos estudos. Inscreveu-se no curso de Treino Desportivo, na Universidade da Madeira, e, posteriormente, decidiu criar esta empresa de animação turística, em 2015. Um investimento que rondou os dez mil euros. “Investi tudo no equipamento e na obtenção da carrinha para transportar o material. Foi mesmo até ao último tostão mas valeu a pena”, confessou.

No que concerne a esta mudança radical, garante que mudou para melhor e que é feliz com aquilo que faz. “Estou 24 horas literalmente a trabalhar. Posso estar no café mas estou sempre a tirar apontamentos no guardanapo. Há sempre ideias que vão surgindo”, disse.

“As pessoas perguntam por que motivo ainda não tirei férias mas a verdade é que nem sinto que estou a trabalhar. Pratico desporto, estou em contacto com a natureza, faço novas amizades e isso para mim é perfeito”, acrescentou, recordando o primeiro dia em que se ‘agarrou’ à prancha e teve a sua primeira aula, “num dia de Inverno, com imenso frio e com um mar agitado, há uns dez anos”.

Agora, pretende fazer da MadSea “uma porta para o turista que procura este tipo de actividades, nomeadamente o contacto com a natureza e um destino de férias activo”. Para isso, criou alguns pacotes para turistas que incluem a recolha dos mesmos nos hotéis, a aula e ainda um pequeno convívio onde experimentam a poncha tradicional e conhecem os costumes e gastronomia da Madeira.

Um momento de boa disposição que dura aproximadamente quatro horas e custa 40 euros. Já um pacote de três aulas custa 100 euros e de cinco aulas 140. Há também preços aliciantes para os madeirenses que queiram experimentar este desporto e aventurar-se nas ondas da Madeira.

Ondulação dita as horas

Para tal, necessitam apenas de fato de banho, toalha, chinelos, protector solar e boa disposição. O restante equipamento é fornecido pela empresa.

Segundo Mónica Viveiros, a aula começa sempre com uma explicação sobre as questões de segurança e de como tratar o material utilizado, que em média custa 250 euros. Posteriormente, são reservados cerca de 15 a 20 minutos para observar o tamanho das ondas e escolher o melhor sítio para ficar.

O próximo passo é seguir para a areia ou para algum espaço ainda fora de água e, com as pranchas, perceber quais as primeiras posições, as primeiras pernadas para, de seguida, aplicar na água tudo o que foi feito em terra.

Por fim, o segredo é equilibrar-se e ‘apanhar’ as ondas, ou pelo menos tentar.

Mas antes disso a empresária ‘lê’ o mar. Espera pelas ondas maiores para ver se há nível ou não para entrar e através das previsões nos diversos ‘sites’, escolhe o lugar ideal.

No Inverno, diz dar preferência à praia de areia do Seixal, “visto ser uma praia que oferece muita segurança, onde não há correntes nem pedras e tem ondas perfeitas para iniciação”. Outra praia de eleição é a do Porto da Cruz e também a de Machico, apesar de nesta última ser mais difícil “apanhar ondas boas”.

Numa fase seguinte, segue para o Paul do Mar ou Ribeira da Janela, nunca se regulando pelos ponteiros do relógio porque este desporto funciona sempre com a ondulação. “É bom fazer bodyboard com a maré vazia. A partir daí vamos consoante a maré”, frisou a proprietária da empresa, reconhecendo que há menos procura no Inverno, já que muitos receiam a água fria.

Uma espécie de terapia

A empresária acredita que as mentalidades estão a mudar e garante que muitas pessoas mostram-se interessadas em experimentar este desporto que “funciona como uma espécie de terapia”.

“Noto que saem da água muito mais relaxadas, sempre com um sorriso na cara, todas bem-dispostas. Gostam de tirar fotografias, de partilhá-las nas redes sociais e até dentro de água tentam incentivar-se umas às outras, num ambiente muito descontraído e muito festivo”, afirmou, lançando um desafio aos psiquiatras e psicólogos da Região para que “introduzam também esta prática e aconselhem as pessoas a praticar todo o tipo de actividades que englobem a natureza”.

Mónica Viveiros acredita que a persistência é a alma do negócio e que é importante fazer parcerias que abranjam as pessoas que cá vêm. Considera que “é preciso passar a mensagem para que os turistas percebam que há bodyboard na Madeira, que podem vir para aqui surfar, que não existem tubarões, nem águas frias”.

Apesar de não haver ainda outra empresa de animação turística vocacionada para o ‘bodyboard’ na Madeira, defende que “é sempre importante inovar”.

Por isso mesmo, faz questão de assinalar todas as épocas festivas com uma aula especial. No Natal, por exemplo, disfarçou-se de Pai Natal e, juntamente com os alunos, também vestidos a rigor, ‘atirou-se’ para a água, fazendo vídeos e tirando algumas fotografias com o grupo, publicitando depois esta iniciativa na sua página do Facebook.

No ano passado, iniciou também o projecto ‘minibodyboard’, direccionado para crianças dos 6 aos 16 anos. Um trabalho que terá continuidade quando o tempo aquecer, visto ter agradado aos mais pequenos mas também a muitos pais.

Paralelamente, a MadSea criou ainda um projecto vocacionado para empresas, onde convida os empresários a oferecerem pacotes de aulas aos seus funcionários, em vez de, por exemplo, uma caixa de chocolates, porque “um trabalhador feliz produz mais e o dono também deve ficar satisfeito”.

As ideias vão surgindo e a empresária começa agora a ver resultados. Foi recentemente convidada a abrir uma secção de ‘bodyboard’ no Clube Caniço Riders, “talvez antes do início do Verão”. Um convite que a deixou particularmente satisfeita e com vontade de continuar a “fazer mais e melhor”.